A profissão de Cientista de Dados está em alta demanda em todo mundo e estima-se que a falta desses profissionais vai aumentar nos próximos anos, à medida que as empresas adotam uma cultura data-driven e incorporam Big Data como parte da estratégia de negócio. Mas o que é um Cientista de Dados, afinal?

Considere a equipe de Ciência de Dados da Alpine Data, uma startup de software em San Francisco, na California EUA, que ajuda as empresas a analisar seus dados e fazer previsões sobre seus negócios. Inclui um ex-gerente de marketing, um ex-físico, um ex-pesquisador de operações e um ex-consultor de negócios (Business Analyst). Ajudando a equipe há também um ex-matemático que foi contratado como engenheiro de software.

“Nós acreditamos fortemente que ter profissionais com diferentes experiências que colaboram em torno de um problema é mais importante do que apenas selecionar alguns algoritmos extravagantes,” diz o co-fundador da Alpine Data, Steven Hillion.

Em outras palavras, apesar de seu nome, Ciência de Dados não é apenas sobre ser hábil com números. Em vez disso, um Cientista de Dados eficaz também tem a capacidade de ver como determinados subconjuntos de dados podem ser mais úteis do que outros e que conclusões podem ser extraídas deles.

O termo Ciência de Dados (ou Data Science) não era utilizado até 2008, quando começou a ficar claro que o volume de dados sendo acumulados estava além da capacidade dos seres humanos para analisar ou compreender sem a ajuda de uma máquina. A capacidade de analisar bilhões de linhas de dados com centenas de milhares de variáveis abriu novas fronteiras na ciência ambiental, medicina, política, história e dezenas de outros campos.